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Ataques dificultam ajuda humanitária em Moçambique
Texto F.P. | Foto Giuseppe La Rosa / MSF | 15/05/2019 | 07:02
Organização Médicos sem Fronteiras vai iniciar uma campanha de vacinação contra a cólera. A ação exige medidas especiais, em termos de transporte e segurança, para chegar aos locais mais isolados
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A dificuldade de acesso às áreas mais destruídas pelo ciclone Kenneth, no norte de Moçambique, e os ataques armados na província de Cabo Delgado, estão a complicar o trabalho das equipas de saúde da organização Médicos sem Fronteiras (MSF), que pretende avançar com uma campanha de vacinação contra a cólera na próxima quinta-feira, 16 de maio.

«Temos desafios para ter acesso às zonas mais destruídas em termos da logística de transporte e de segurança. Pode ser perigoso ter acesso a essas áreas e isso está a limitar a ajuda», afirmou a chefe da missão da MSF em Moçambique, Caroline Rose, salientando também o facto de muitos dos centros de saúde terem sido destruídos pela intempérie, em finais de abril.

Segundo a responsável, a sua organização está a ajudar a fazer a reabilitação das unidades danificadas, a doar medicamentos e a providenciar água à população, para evitar a propagação de doenças. Ao mesmo tempo, irá procurar vacinar meio milhão de pessoas contra a cólera, com o apoio do Ministério da Saúde local, o Fundo das Nações Unidas para a Infância e a Organização Mundial de Saúde.
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