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Grávidas geram preocupação nas zonas atingidas pelos ciclones
Texto F.P. | Foto DR | 14/05/2019 | 10:18
Mulheres não sabem como alimentar os filhos, não têm um teto para os abrigar e nem sequer sabem se o bebé vai nascer saudável. Agência da ONU está a reforçar a assistência obstétrica no terreno
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Nos próximos meses estima-se que cerca de 74 mil mulheres darão à luz nas áreas afetadas pelo ciclone Idai e 12 mil na região atingida pelo ciclone Kenneth, informa o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), adiantando que cerca de 15 por cento das mulheres grávidas podem desenvolver complicações potencialmente mortais durante emergências humanitárias.

A agência está a trabalhar «24 horas por dia para garantir que a assistência obstétrica de emergência está disponível onde é mais necessária e evitar mortes maternas», mas alerta que estas mulheres «não sabem como alimentar os filhos, não têm um teto sobre a cabeça e não sabem se o bebé vai nascer saudável«, estando por isso sujeitas a «uma luta inimaginável, emocional e física».

Depois de Moçambique ter sido atingido por dois ciclones em seis semanas, o Escritório da Nações Unidas para Assuntos Humanitários (OCHA) refere que a maioria dos deslocados são mulheres e crianças, que vivem em abrigos temporários em circunstâncias difíceis. Para fazer lhes prestar assistência, os parceiros humanitários pediram cerca de 250 milhões de euros à comunidade internacional, mas até agora apenas receberam 34 por cento da verba.
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