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Portugal
Festival de cinema `IndieLisboa´
Igreja premeia filme «Invisível herói»
Texto J.B. | Foto Cristèle Alves Meira | 13/05/2019 | 17:29
O prémio «Árvore da vida», no valor de dois mil euros, foi atribuído a filme que apresenta uma «história de perseverança e disponibilidade»
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A película «Invisível herói», da realizadora Cristèle Alves Meira, venceu o prémio «Árvore da vida», concedido pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura a uma obra selecionada para a `Competição nacional´ do festival de cinema `IndieLisboa´. O jurado ficou impressionado pela «forma comovedora e corajosa como o protagonista concretiza a vida que pensou, sem abdicar da sua dimensão de sonho», revelando «que é na procura que se dá o encontro com o outro, acompanhado pela dimensão musical da vida».

Com uma duração de 27 minutos, a obra premiada é o fruto de uma produção luso-francesa do atual ano civil, conta a história de Duarte, com 50 anos de idade, cego, que procura pelas ruas da capital portuguesa Leandro, um amigo originário de Cabo Verde, que desapareceu sem deixar rasto, e a quem pretende entregar uma música que criou, conforme explica a sinopse da obra.

«Apesar do calor do verão de Lisboa, Duarte caminha quilómetros na sua vizinhança, mas ninguém parece tê-lo visto, nem se lembra dele. A sua busca acabará por levá-lo ao coração da noite e a revelar o seu segredo», lê-se no texto de apresentação, citado pelo Secretariado Nacional da Educação Cristã. A «história de perseverança e disponibilidade, entre o facto e a ficção», que ganha vida através de Duarte Pina e Lucilia Raimundo, estará também presente na Semana da Crítica do Festival de Cannes, no sul de França.

O prémio «Árvore da vida» tem o valor de dois mil euros, e é atribuído ao autor de um filme que dê relevo a valores espirituais e humanistas, apresentando também qualidades cinematográficas. Entre os jurados estiveram Inês Gil, cineasta e docente de Cinema, Inês Espada Vieira, professora e investigadora de Estudos de Cultura da Universidade Católica, e Vítor Gonçalves, sacerdote ligado à Pastoral da Cultura do patriarcado de Lisboa.

O jurado concedeu também uma menção honrosa a «A minha avó trelototó», de Catarina Ruivo, um «documentário com sabor a ficção, que aborda questões universais como a memória, o envelhecimento, as relações familiares, a partir de uma história profundamente pessoal», refere a declaração justificativa.

«Como filmar uma ausência? Este é um filme feito de muitos tempos e registos que constroem um universo onde cartas, fotografias, memórias e os vídeos de telemóvel dão corpo a um fantasma doce», aponta o resumo do trabalho de 173 minutos, realizado no último ano e interpretado por Rita Durão, Júlio Ruivo, Ausenda Vital, José Coelho e Graça Bastos, que venceu também o prémio Allianz para melhor longa metragem nacional. Os trabalhos premiados no festival `IndieLisboa´ foram conhecidos no último sábado, 11 de maio, na Culturgest, em Lisboa.

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