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Fátima
Peregrinação internacional aniversária de maio
Cardeal sugere Fátima como centro de diálogo inter-religioso
Texto F.P. | Foto Santuário de Fátima | 12/05/2019 | 17:34
Arcebispo de Manila (Filipinas) aponta o Santuário de Fátima como o espaço ideal para se tornar num centro mundial de promoção do diálogo inter-religioso que possa contribuir para a paz mundial
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O cardeal filipino Luis Antonio Tagle considera que Fátima, enquanto local da expressão de espiritualidade, pode ser o local ideal para se tornar num centro mundial de promoção do diálogo inter-religioso e inter-cultural que possa contribuir para a paz mundial. 

«Pode ser um diálogo a dois níveis, um mais informal, com uma atitude de acolhimento, e outro mais formal», adiantou o também presidente da Cáritas Internacional, este domingo, 12 de maio, na conferência de imprensa de lançamento da peregrinação internacional aniversária. 

A sugestão foi bem acolhida pelo cardeal António Marto, bispo de Leiria-Fátima, que disse não ver problema em disponibilizar espaços para realização de encontros e fomento do diálogo, mas sem colocar em causa as especificidades do Santuário de Fátima. 

«Não é fazer do santuário um local de culto de todas as religiões, mas temos muitos espaços adjacentes onde se podem fazer esses encontros”, afirmou o cardeal, recordando que o diretório do diálogo inter-religioso será sempre da responsabilidade da Santa Sé e que os Papas têm, eles próprios, promovido esse diálogo, por exemplo com os encontros em Assis, Itália. 

Na sessão, António Marto chamou a atenção para a necessidade de reforçar o acolhimento aos migrantes e refugiados e alertou para os discursos de «ódio, discriminação e de descarte» que grassam pelo mundo em geral e pela Europa em particular. «Está a criar-se uma situação muito complicada», alertou o cardeal, lembrando, por exemplo, que nove países europeus não assinaram o Pacto Global para as Migrações. 

Ao nível do projeto europeu, o bispo de Leiria-Fátima criticou os «sentimentos nacionalistas e populistas» que, na sua opinião, estão a pôr «em risco a casa comum europeia». «A Europa fundou-se a partir de uma matriz cristã. Não percamos a memória», prosseguiu o purpurado, apelando ao combate aos populismos «que falam mais à barriga do que à razão». 

António Marto saudou ainda a mais recente carta apostólica do Papa Francisco com normativas para erradicar os abusos sexuais sobre menores e adultos vulneráveis, tornando obrigatório na Igreja a denuncia dos abusos e criando mecanismos de proteção e ajuda às vítimas dos abusos.
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