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Ciclone Kenneth causa «muita destruição» em Moçambique
26/04/2019 | 16:01
Segundo o bispo de Pemba, «cerca de 90 por cento das casas foram destruídas» no distrito do Ibo. A evacuação das populações das zonas em risco evitou «muitas mortes», indica o prelado

Informações prévias relativas à passagem do ciclone Kenneth pelo norte de Moçambique, nas últimas horas, dão conta da existência de pelo menos uma vítima mortal na cidade de Pemba, em consequência da queda de uma árvore, de acordo com a agência Lusa, que cita fonte da Proteção Civil daquele país. Por confirmar está a existência de uma segunda morte em Macomia, uma vila a cerca de 150 quilómetros a norte da cidade de Pemba, na província de Cabo Delgado.

 

As autoridades enfrentam dificuldades no levantamento de danos, devido à falta de energia e aos cortes de comunicações. O ciclone atingiu a região setentrional de Moçambique com a categoria quatro, a segunda mais acentuada. Já perdeu força, mas continua a provocar fortes chuvas, mantendo-se, por isso, o alto risco de inundações e de deslizamentos de terras.

 

Luiz Fernando, bispo na diocese de Pemba, traça um relato do cenário. «O ciclone chegou, mas mudou de rota e atingiu praticamente toda a nossa província de Cabo Delgado. Fizemos muita prevenção e preparação, inclusive evacuando as pessoas das áreas de risco. Com isso, foram evitadas muitas mortes. Não temos ainda a noção exata de tudo o que aconteceu pois muitas áreas estão incomunicáveis. Sabemos de muito poucas perdas de vidas humanas, graças ao bom Deus. Houve muita destruição material: casas, telhados, cercas, árvores e postes caídos... Muitas escolas, casas, lojas, repartições destelhadas».

 

Segundo o prelado, os distritos «mais atingidos» foram Macomia e Ilha do Ibo, onde se assiste agora a «muita desolação». «Em Macomia saiu o teto da igreja, da casa dos sacerdotes e da escola da missão, com muitas casas destruídas. Em Ibo, cerca de 90 por cento das casas foram destruídas», lamenta Luiz Fernando, em nota. «O ciclone já perdeu a intensidade, mas teremos ainda dois ou três dias de chuvas acima da média, o que pode ocasionar inundações. Estamos em alerta total. As orações de todos estão a ser muito importantes», aponta o bispo de Pemba.

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