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Onze escolas sírias atacadas nos meses de fevereiro e março
Texto J.B. | Foto UNICEF / Delil Soleiman | 27/04/2019 | 07:09
Maioria das pessoas do campo de refugiados de Al Hol «foi exposta a extrema violência» no período de ocupação do Daesh, e agora vivem em «condições extremamente difíceis», com 458 crianças separadas das suas famílias
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Depois de oito anos de conflito na Síria, oito em cada dez pessoas vivem abaixo do limiar da pobreza, e 12 milhões continuam dependentes de assistência humanitária, apontou Ursula Mueller, secretária-geral-adjunta da Organização das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários. Em declarações ao conselho de segurança sobre a situação humanitária na Síria, a responsável alertou para o facto do aumento da violência verificada desde fevereiro em Idlib ter tirado a vida a mais de 200 civis e levado à fuga de 120 mil pessoas para zonas nas proximidades da fronteira com a Turquia.

Os confrontos têm também destruído infra-estruturas civis, com 11 escolas atacadas nos passados meses de fevereiro e março. Ursula Mueller pede a todas as partes envolvidas no conflito que «respeitem o direito internacional humanitário e tomem todas as precauções viáveis ​​para evitar e minimizar os danos a civis». De acordo com a responsável, neste momento, 2,7 milhões de pessoas necessitam de ajuda humanitária no noroeste da Síria, incluindo mais de um milhão de crianças. Estimativas das Nações Unidas indicam que nesta região cerca de 40 por cento das crianças não vão à escola.

Segundo Ursula Mueller, grande parte das pessoas que vive no campo de refugiados de Al Hol foi exposta a «extrema violência e trauma» no período em que o campo esteve sob domínio do grupo terrorista Daesh, e atualmente, esses mesmos cidadãos vivem «em condições extremamente difíceis», com 458 crianças a viverem desacompanhadas e separadas das suas famílias. A responsável da ONU alerta ainda para o drama das pessoas com deficiência, com grande parte delas sem acesso a cuidados de saúde e educação, e a enfrentar desafios acrescidos, onde se inclui um maior risco de violência e abuso. Ursula Mueller frisou que deve ser feito o máximo que for possível para ajudar estas pessoas, garantido que as suas carências obtenham uma resposta.

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