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«Não se pode aceitar que pessoas surdas» sofram preconceito
Texto J.B. | Foto Lusa | 26/04/2019 | 15:03
Papa Francisco pede às comunidades religiosas que acabem com todas as barreiras enfrentadas pelas pessoas surdas, e que acolham a todos de braços abertos
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O fim da discriminação das pessoas surdas e a sua falta de integração em vários âmbitos, marcaram o discurso do Papa Francisco perante elementos da Federação Italiana das Associações de Surdos, que estiveram presentes no Vaticano, na última quinta-feira, 25 de abril.

«As pessoas surdas vivem inevitavelmente uma condição de fragilidade; isso faz parte da vida e pode aceitar-se positivamente. O que, pelo contrário, não se pode aceitar é que essas pessoas e as suas famílias vivam situações de preconceito, às vezes inclusive dentro da própria comunidade cristã», lamentou o Santo Padre.

O Sumo Pontífice pediu às comunidades católicas para acabarem com todos os entraves a estas pessoas, recebendo de braços abertos quem é diferente. «Vocês ensinam-nos que somente habitando o limite e a fragilidade é possível ser construtores da cultura do encontro, em oposição à indiferença que cresce», disse Francisco.

O Papa frisou que a presença das pessoas surdas na Igreja assume também importância «para construir comunidades que sejam casas acolhedoras e abertas a todos, a partir dos últimos». «Rezo por elas e rezo por vós, para que possam levar o vosso contributo à sociedade, sendo capazes de um olhar profético, capazes de acompanhar processos de partilha e inclusão, capazes de cooperar para a revolução da ternura e da proximidade», disse o Santo Padre, citado pelos serviços de comunicação da Santa Sé.

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