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Moçambique: ciclone pode ter provocado mais de 1.000 mortos
Texto F.P. | Foto Fanie Jordaan | 18/03/2019 | 16:10
Presidente moçambicano dirigiu-se à nação para dar a conhecer os efeitos da passagem do ciclone Idai pelo país e apontou para a possibilidade de haver mais de mil vítimas mortais
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O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, admitiu esta segunda-feira, 18 de março, que a passagem do ciclone Idai pelo país pode ter provocado a morte a mais de 1.000 pessoas e deixado mais de 100 mil moçambicanos em perigo de vida. Até ao momento, estão confirmadas 84 vítimas mortais.

«Tudo indica que poderemos registar mais de 1.000 óbitos. As águas do rio Pungué e Buzi transbordaram, fazendo desaparecer aldeias inteiras e isolando comunidades, e veem-se corpos a flutuar. Um verdadeiro desastre de grandes proporções», informou o Chefe de Estado, falando à nação a partir da presidência da República.

Segundo o governante, a preocupação agora é salvar vidas humanas, sem acusações nem desculpas. Para assegurar a rápida assistência humanitária o governo mobilizou vários meios aéreos e as forças de defesa e segurança estão na região da Beira também com meios marítimos para ajudar nas operações de resgate. Entretanto, foi convocada para amanhã, terça-feira, uma sessão do Conselho de Ministros, na cidade da Beira, para acompanhar a avaliar a situação no terreno.

A Estrada Nacional Número 6 sofreu quatro cortes e a qualquer momento esse número poderá aumentar, isolando por terra as cidades da Beira e Dondo. A destruição da ponte sobre o rio Buzi também isolou os distritos de Búzi, Chibabava, Muanza, em Sofala, e o distrito de Mossurize, em Manica, revelou o estadista.
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