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ONU preparada para ajudar vítimas do ciclone
Texto F.P. | Foto Fanie Jordaan | 18/03/2019 | 10:24
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Mais de um milhão de moçambicanos terá sido afetado pelo ciclone Idai, que provocou inundações repentinas e destruiu as culturas agrícolas. A tempestade atingiu ainda o Zimbabwe e o Malawi
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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou este fim de semana solidariedade para com as famílias das vítimas provocadas pelo ciclone Idai, em Moçambique, Malawi e Zimbabwe, e manifestou a disponibilidade da organização para ajudar as autoridades locais a responderem às necessidades humanitárias resultantes do desastre natural.

O ciclone foi acompanhado de uma tempestade tropical, com ventos fortes e inundações repentinas, que atingiram com mais intensidade os distritos moçambicanos de Chimanimani e Chipinge, assim como a região leste do Zimbabwe e do Malawi. O último balanço apontava para a existência de mais de três dezenas de vítimas mortais e mais de uma centena de desaparecidos.

Em comunicado emitido pelo seu porta-voz, Guterres disse estar «entristecido pela perda de vidas, destruição de propriedade e deslocamento de pessoas devido às fortes chuvas e inundações causadas pelo ciclone tropical Idai» e anunciou a disponibilidade das várias agências da ONU para prestarem auxílio às pessoas afetadas.

As primeiras projeções efetuadas pelo Programa Alimentar Mundial (PAM), com base em dados recolhidos pelos satélites, indicam que «pelo menos 1,7 milhões de pessoas estavam no caminho direto do ciclone em Moçambique, e mais de 900 mil foram afetadas no Malawi», disse o porta-voz da agência, Hervé Verhoosel, adiantando que as equipas já estão no terreno com assistência alimentar para 650 mil malauianos e 600 mil moçambicanos.

Na diocese de Gurúè, em Moçambique, várias paróquias ficaram isoladas devido às inundações e diversas casas foram destruídas pelo temporal. «Quanta dor e sofrimento, quanta destruição de vidas, de bens materiais, campos de cultivo e infraestruturas, num país já em situação de pobreza absoluta antes desta calamidade. Rezemos por este povo tão sofrido», reagiu o bispo diocesano, Francisco Lerma.
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