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Ano de 2018 foi o mais mortal para as crianças da Síria
Texto F.P. | Foto Jordi Bernabeu Farrús | 13/03/2019 | 12:24
Desde o início do conflito, que se arrasta há nove anos, o ano passado foi o que registou o maior número de crianças mortas, segundo dados recolhidos pelas agências das Nações Unidas
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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) revelou esta semana que 2018 foi o ano com maior número de crianças mortas na Síria, desde o início do conflito, que entrou no nono ano. Ao todo, foram contabilizadas 1.106 vítimas mortais, mas os responsáveis da agência acreditam que o número de menores mortos nos confrontos poderá ter sido muito maior.

«Hoje existe um equívoco alarmante de que o conflito na Síria está a chegar rapidamente ao fim, e não está. As crianças continuam em perigo, tanto quanto em qualquer outro momento» do conflito, alertou a diretora executiva do UNICEF, Henrietta Fore, sublinhando que as minas e as munições não detonadas são agora a principal causa de mortes de crianças em todo o país.

Segundo a responsável, cerca de 2,6 milhões de crianças sírias continuam refugiadas nos países vizinhos e muitas famílias não podem enviar suas crianças para a escola, pelo que estarão a recorrer a mecanismos como o trabalho e casamento infantil para conseguirem alguns rendimentos para sobreviver.

«À medida que a guerra entra em seu nono ano, o UNICEF lembra novamente às partes envolvidas no conflito e à comunidade global que são as crianças do país as que mais sofreram e têm mais a perder. Cada dia que o conflito continua é outro dia roubado da infância delas», lamentou Henrietta Fore.
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