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Sínodo sobre a Amazónia servirá para combater extrativismo
Texto F.P. | Foto DR | 12/03/2019 | 16:33
A assembleia sinodal convocada pelo Papa Francisco para discutir a situação da Amazónia procurará soluções para acabar com a «cultura do descarte» e a «mentalidade extrativista», revela cardeal
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O Sínodo sobre a Região Pan-Amazónica agendado para o próximo mês de outubro, por iniciativa do Papa Francisco, terá como objetivo principal alertar para excessos cometidos na região da Amazónia, em particular no respeita ao desmatamento e à mineração, revelou o secretário-geral do Sínodo dos Bispos, cardeal Lorenzo Baldisseri.

«O crescimento desmedido das atividades agrícolas, extrativas e de desmatamento na Amazónia não apenas danificou a riqueza ecológica da região, da sua floresta e das suas águas, mas também empobreceu a realidade social e cultural», afirmou o purpurado, durante um fórum ambiental realizado em San Miniato, na Itália.

O encontro sinodal pretende discutir novos caminhos para a evangelização da Amazónia, a tutela dos povos indígenas e formas de proteção do meio ambiente, um tema que tem marcado o Pontificado de Francisco e que foi profundamente desenvolvido na sua primeira encíclica «Ladauto Si», que prega a criação de um novo modelo de desenvolvimento.

Recentemente, o ministro brasileiro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, reconheceu que o governo de Jair Bolsonaro está «preocupado» com o sínodo, afirmando que parte dos temas em agenda «afeta a soberania nacional». Mas para Lorenzo Baldisseri o que a Igreja pretende é promover a procura de soluções para combater a «profunda crise causada por uma prolongada ingerência humana, na qual predomina a cultura do descarte e uma mentalidade extrativista».
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