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Atacado mais um centro de tratamento de ébola
Texto F.P. | Foto OMS | 11/03/2019 | 16:32
Um agente policial morreu e vários técnicos de saúde ficaram feridos em mais um ataque a um centro de tratamento de pacientes com ébola, na República Democrática do Congo
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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, visitou este fim de semana um centro de tratamento de pacientes com ébola horas depois de um novo ataque de homens armados, em Butembo, na República Democrática do Congo (RDC). Apesar da insegurança, o responsável disse não haver outra escolha senão «continuar a servir as pessoas da área, que estão entre as mais vulneráveis do mundo».

A unidade de saúde foi atacada a tiro, um agente policial morreu e vários técnicos de saúde ficaram feridos. Os pacientes, assustados, invadiram os quartos onde estavam doentes de quarentena para se refugiarem dos projéteis. Tedros Ghebreyesus verificou os danos e agradeceu a dedicação do pessoal que continua a prestar assistência aos infetados com ébola, apesar da instabilidade sentida na região.

Para o líder da OMS, as pessoas que têm atacado os centros de tratamento estão a explorar «o desespero da situação para seus próprios fins», pois as populações das áreas de Katwa e Butembo, assim como as de outras comunidades afetadas pelo ébola, «querem e merecem um lugar para receber cuidados e uma oportunidade de sobrevivência».

Após a visita, Ghebreyesus declarou que a agência pediu e recebeu apoio adicional das Nações Unidas e das forças policiais locais para proteger os centros de tratamento, e que para controlar o atual surto de ébola «é preciso encontrar um equilíbrio delicado entre a acessibilidade do cuidado, a neutralidade da intervenção e a proteção de pacientes e funcionários contra ataques de grupos armados».
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