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Bispos asiáticos pedem mais atenção aos rohingya
Texto F.P. | Foto F.C.O. | 19/02/2019 | 07:02
Delegação da Federação das Conferências Episcopais Asiáticas visitou os campos de refugiados no Bangladesh e apelou à comunidade internacional que se empenhe na procura de uma solução diplomática para o problema
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Depois do encontro do Papa Francisco com representantes da comunidade rohingya, em finais de 2017, um grupo de enviados da Federação das Conferências Episcopais Asiáticas (FABC) deslocou-se aos campos de refugiados de Cox´s Bazar, no Bangladesh, para ouvir as preocupações dos deslocados. No final, foi lançado um apelo à comunidade internacional para que ajude a encontrar uma solução rápida para a situação em que se encontram cerca de 700 mil pessoas.

«A comunidade internacional é chamada a unir-se numa só voz para ajudar os refugiados rohingya e encontrar uma solução nesta crise. Em unidade espiritual com o Papa Francisco, que em dezembro de 2017 encontrou 16 representantes da comunidade rohingya, também nós ficamos profundamente comovidos com as histórias deles e recordamos aquilo que disse o Pontífice: Não fechemos nossos corações, não desviemos o olhar para o outro lado», afirmou o bispo auxiliar da arquidiocese de Bombay (Índia) e porta-voz da FABC, Allwyn d´Silva.

Os bispos asiáticos destacaram a atitude acolhedora do povo e do governo do Bangladesh, que abriu as portas e o coração aos rohingya, enaltecerem o trabalho de assistência prestado pela Cáritas, organizações religiosas e agências das Nações Unidas, mas alertaram para a necessidade urgente de se encontrar uma solução diplomática que ajude estas pessoas, obrigadas a fugir da violência em Myanmar.

«Temos consciência dos problemas e dos obstáculos da acomodação temporária oferecida aos deslocados rohingya, bem como dos desafios postos às autoridades para responder pronta e eficazmente às necessidades humanitárias, dado o alcance maciço do afluxo de pessoas. Mas estamos particularmente preocupados com a vulnerabilidade de muitas mulheres e crianças e compreendemos as numerosas dificuldades das comunidades que as acolhem», adiantou Allwyn d´Silva.
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