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Refugiados rohingya sem necessidades básicas asseguradas
Texto F.P. | Foto Lusa | 12/02/2019 | 10:24
Um ano e meio depois de chegarem à região de Cox´s Bazar, no Bangladesh, os rohingya ainda lutam por um melhor acesso à educação e aos meios de subsistência
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A falta de recursos económicos continua a ser um dos maiores desafios na crise dos refugiados rohingya, que se encontram concentrados na região de Cox´s Bazar, no Bangladesh, depois de terem fugido da violência, em Myanmar, em agosto de 2017. Em breve, será lançado o Plano de Resposta Conjunta 2019, pelas Nações Unidas, que pedirá aos doadores internacionais uma verba de mais de 800 milhões de euros para responder às necessidades dos refugiados e das comunidades de acolhimento.

«Hoje em dia, as maiores necessidades que continuamos a enfrentar são os limitados recursos económicos que temos para poder garantir os serviços básicos. Mas importa também relembrar que é necessário educação, que são necessários meios de subsistência e é muito importante reforçar a capacidade de identificar as necessidades dos mais vulneráveis, que geralmente têm necessidades muito específicas», explica o chefe adjunto de missão da Organização Internacional para as Migrações (OIM), o português Manuel Marques Pereira.

Desde agosto de 2017, chegaram a Cox´s Bazar perto de 713 mil rohingyas. A maior parte destas pessoas, mais de 620 mil, estão a viver em Kutupalong, considerado o maior acampamento de refugiados no mundo. Em entrevista à ONU News, Pereira diz que o número de pessoas nos acampamentos estabilizou, sendo agora fundamental «continuar a discutir com o governo do Bangladesh e com as comunidades sobre qual será o seu futuro imediato e a médio prazo».

No último balanço ao trabalho desenvolvido junto dos refugiados rohingya, a OIM refere que, em conjunto com os seus parceiros, foram realizadas melhorias nos acampamentos, com a construção e reparação de 410 pontes, melhoria de 25 caminhos pedestres, construção de sistemas de tratamento e abastecimento de água e distribuição de 26 mil kits de higiene. Na área da saúde, foram efetuadas perto de 1.700 consultas diárias.
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