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Duplica número de crianças usadas em conflitos armados
Texto F.P. | Foto Lusa | 12/02/2019 | 07:01
Dos mais de 10 mil menores libertados pelos grupos armados em 2017 apenas 70 por cento receberam apoio. Exploração de meninas também aumentou, assim com os casos de violência sexual
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O número de menores usados em conflitos armados em todo o mundo aumentou para o dobro, entre 2012 e 2017, com cerca de 30 mil casos de recrutamento verificados neste período, denuncia a organização Child Soldiers Internacional, alertando para a crescente exploração das meninas e consequente aumento dos casos de violência sexual.

Depois de analisarem os relatórios anuais publicados pelas Nações Unidas, entre 2012 e 2017, a propósito do Dia Internacional Contra o Uso de Crianças-Soldado, que se assinala esta terça-feira, 12 de fevereiro, os peritos da organização constataram que houve um total de 29.218 casos de recrutamento em 17 países e uma tendência contínua de crescimento. Enquanto em 2012 se contabilizaram 3.159 casos em 12 países, em 2018 registaram-se 8.185 recrutamentos, o que supõe um aumento de 159 or cento.

Os conflitos abertos no Médio Oriente, assim como na Somália, Sudão do Sul, República Democrática do Congo e República Centro-Africana «estão a deixar as crianças cada vez mais expostas ao recrutamento». Além de serem usados como combatentes e em postos de controlo, os menores servem como informadores, para fazerem saques e como escravos domésticos e sexuais.

Quanto às crianças-soldado libertadas pelos grupos armados, os ativistas recordam a necessidade de um maior apoio à reinserção. Dos mais de 10 mil menores libertados em 2017, apenas 70 por cento receberam assistência. «O recrutamento de menores é uma das questões de Direitos Humanos mais desesperadas da nossa época. É fundamental que o mundo não faça vista grossa a este abuso continuado e se reforcem os recursos a nível local e internacional para combatê-lo de forma mais efetiva», defende a diretora da organização, Isabelle Guitard.
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