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Mais de 13 milhões de crianças desalojadas em África
Texto F.P. | Foto Lusa | 11/02/2019 | 15:06
Menores precisam de mais esforços para proteger os seus direitos. Quase um em cada quatro migrantes em África é uma criança, mais do dobro da média global, segundo agência das Nações Unidas
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Em vésperas do início da Cimeira da União Africana, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) pediu aos líderes da organização que trabalhem em conjunto para enfrentar as consequências negativas da migração irregular e responderem às necessidades dos cerca de 13,5 milhões de menores que foram desalojados em África.

Segundo Henrietta Fore, diretora executiva da agência da ONU, «todos os dias, crianças e famílias que enfrentam a violência, a pobreza ou a devastação causada pela mudança climática tomam a dolorosa decisão de deixar suas casas em busca de segurança e um futuro mais promissor».

Este movimento migratório faz com que quase um em cada quatro migrantes em África seja uma criança, mais do dobro da média global, pelo que Fore considera que «os líderes da União Africana terão uma oportunidade enorme de mostrar ao resto do mundo uma alternativa melhor, que reforça a proteção e o apoio às crianças desenraizadas». O encontro termina esta segunda-feira, 11 de fevereiro.

A responsável recorda que «alguns países já fizeram grandes progressos, através de diretrizes nacionais, investindo em alternativas à detenção de crianças ou aprovando leis para acabar com crianças apátridas», mas é preciso agora «ver esses esforços ampliados em todo o continente».
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