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Plano para desativar minas terrestres custa 430 milhões
Texto F.P. | Foto Lusa | 11/02/2019 | 07:02
Campanha prevê mais de uma centena de ações em 19 países. Quase metade dos fundos previstos são para descontaminar os terrenos minados no Iraque, revela agência das Nações Unidas
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O Serviço de Ação contra Minas das Nações Unidas (UNMAS, na sigla em inglês) divulgou recentemente o plano para eliminação de minas terrestres para este ano, que prevê um investimento de cerca de 430 milhões de euros. Estão programadas 146 ações, em 19 países. Do total destes fundos, 48 por cento servirão para descontaminar o Iraque.

Segundo a agência, os maiores requisitos de financiamento estão nas zonas de pós-conflito, com o Iraque à cabeça. Seguem-se o Afeganistão e a Síria. Neste contexto, serão alocados os recursos necessários cedidos pelos doadores, que definem as prioridades do seu apoio, de acordo com as necessidades expressas pelos países afetados.

Os dados disponibilizados pela UNMAS indicam que a desativação de minas terrestres e explosivos está a avançar rapidamente em muitas regiões, mas que também tem havido um aumento do número de novos engenhos. Esta nova contaminação coloca mais vidas em risco, pois amplas faixas de território, incluindo centros urbanos no Iraque, Líbia, Síria, onde milhões de pessoas residem, estão fortemente contaminadas.

Para Agnés Marcaillou, diretora da agência, «ser um sobrevivente não é uma escolha», pelo que as necessidades das meninas e meninos, homens e mulheres «que perderam um membro e sofreram danos psicológicos traumáticos devem ser atendidas». «A assistência às vítimas é um pilar fundamental da ação contra as minas», sublinhou.
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