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Coimbra
Filmes revelam histórias de resiliência na Guiné-Bissau
Texto J.B. | 09/02/2019 | 15:53
Ciclo de cinema na cidade dos estudantes pretende superar a ideia dominante de que a Guiné-Bissau é um país de misérias e falhanços, revelando o lado resiliente daquele povo africano
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No ano em que a Guiné-Bissau celebra o 46.º aniversário como Estado soberano e independente, está a decorrer na cidade de Coimbra o ciclo de cinema designado «Guiné-Bissau, 46». A iniciativa recorre ao cinema guineense e a filmes dedicados à Guiné-Bissau para «pluralizar as representações do país», diversificando as «representações que dominam os discursos sobre este país em Portugal e no mundo», explicam os seus dinamizadores.

 

A próxima exibição está agendada para o dia 12 de fevereiro, e terá lugar no Teatro da Cerca de São Bernardo, a partir das 21h30. Em projeção vai estar o filme «A Batalha de Tabatô». de João Viana. Depois da sessão cinematográfica terá início um debate que contará com as intervenções de Bruno Sena Martins, investigador do Centro de Estudos Sociais (CES) com «trabalho desenvolvido em torno dos colonialismos, do corpo e da memória social».

 

Intervirá também Teresa Almeida Cravo, investigadora do CES e docente de Relações Internacionais na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Os promotores do ciclo de cinema justificam a pertinência da iniciativa com o facto da «imagem dominante da Guiné-Bissau, no mundo», ter sido «sobretudo estática, negativa e estigmatizante, associada ao falhanço, à criminalidade e à miséria».

 

Segundo os promotores das sessões, «pouco tem sido mostrado, pensado e comentado sobre a história e as estórias de resistência, resiliência e mudança». O ciclo de cinema é promovido pela Organização de Estudantes da Guiné-Bissau em Coimbra, pelo CES – Projeto (DE)-Othering e pela «A Escola da Noite/TCB». A entrada é gratuita.

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