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Poluição encerra escolas na capital da Tailândia
Texto F.P. | Foto DR | 30/01/2019 | 15:06
Cidade de Banguecoque atingida há várias semanas por um episódio severo de contaminação atmosférica. Vários aviões têm derramado produtos químicos nas nuvens para provocar chuva artificial
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É uma decisão sem precedentes na história da cidade de Banguecoque. O governador da capital da Tailândia ordenou o encerramento de mais de 400 estabelecimentos escolares, até ao final desta semana, devido à contaminação atmosférica que afeta a zona metropolitana há várias semanas.

Segundo Aswin Kwanmuang, «há três ou quatro distritos da cidade particularmente afetados», pelo que têm sido largados drones e aviões para derramar substâncias líquidas sobre a cidade e produtos químicos sobre as nuvens, numa tentativa de capturar as micropartículas poluidoras e provocar chuva artificial.

Os níveis de partículas finas (com diâmetro igual ou inferior a 2,5 micrómetos), consideradas como as mais nocivas para a saúde, pois são as que penetram mais profundamente nos pulmões, encontram-se desde há um mês próximos de 80 a 100 microgramas por metro cúbico em algumas zonas da capital, quando o máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 25 microgramas.

Os episódios de contaminação severa em Banguecoque começam a ser cada vez mais frequentes, muito por culpa do aumento do número de veículos na cidade. A capital conta atualmente com cerca de 9,8 milhões de veículos, 2,5 milhões dos quais a gasóleo, para uma população de 12 milhões de habitantes.
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