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Opinião
Hospitais e Saúde no Oitocentos: diálogos entre Brasil e Portugal
Texto Opinião | Daniel Bastos | 08/01/2019 | 10:21
Cientistas sociais luso-brasileiros revisitam a benemérita rede de dezenas de hospitais e associações de beneficência, que emigrantes portugueses na transição do século XIX para o século XX construíram em várias cidades brasileiras
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No ocaso do ano passado, a editora Fiocruz, que concentra a maior parte dos lançamentos da Fundação Oswaldo Cruz, a mais importante instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina, e uma das principais instituições mundiais de pesquisa em saúde pública, localizada no Rio de Janeiro, lançou o livro «Hospitais e Saúde no Oitocentos: diálogos entre Brasil e Portugal».

Organizado pelo arquiteto Renato Gama-Rosa, investigador da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), e Cybelle Miranda, investigadora da Universidade Federal do Pará (UFPA), o livro é constituído por sete capítulos: «Edifícios da Saúde no Rio de Janeiro Oitocentista» de Inês El-Jaick Andrade, Renato da Gama-Rosa Costa e Éric Alves Gallo; «Hospitais na Belém Oitocentista: classicismo e diálogo entre matrizes luso-brasileiras» de Cybelle Salvador Miranda; «Da Instituição Asilar ao Movimento Antimanicomial: a reconstituição da memória do Hospital Juliano Moreira do Pará» de Emanuella da Silva Piani Godinho e Cybelle Salvador Miranda; «Arquitetura da Saúde como Património: Hospital D. Luiz I da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará» de Cibelly Alessandra Rodrigues Figueiredo; «A Casa da Misericórdia no Contexto da Arquitetura Portuguesa da Saúde na Centúria do Oitocentos em Portugal» de Joana Balsa de Pinho e Fernando Grilo; «O Hospital da Misericórdia de Fafe e a Contribuição da Benemerência Brasileira em Portugal no Século XIX» de Daniel Bastos; e «A Arquitetura Assistencial em Portugal no Início do Século XX: o Sanatório de Sant’Ana» de Maria João Bonina e Fernando Grilo.

Ao longo dos sete capítulos do livro, os cientistas sociais luso-brasileiros revisitam a benemérita rede de dezenas de hospitais e associações de beneficência, que emigrantes portugueses na transição do século XIX para o século XX construíram em várias cidades brasileiras, principal destino da emigração lusa na época, que originalmente se destinavam à ajuda mútua entre os sócios, membros da comunidade portuguesa, e que ainda hoje são instituições de referência no Brasil e na América do Sul. Assim como o contributo da filantropia dos «brasileiros de torna-viagem», emigrantes portugueses enriquecidos no Brasil, que no alvorecer do século XX estiveram, entre outras obras beneméritas, na base da construção de hospitais nas suas terras de origem.
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