Mundo
Pedido cessar-fogo imediato no Iémen
Texto F.P. | Foto Lusa | 13/11/2018 | 07:02
Responsável das Nações Unidas pelos Direitos Humanos mostra-se indignada pelo «custo inadmissível» que a espiral de violência está a ter sobre a população e apela ao fim imediato da escalada militar
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A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos lançou um apelo a todas as partes envolvidas no conflito do Iémen para que calem imediatamente as armas, deixem abrir corredores para a passagem de ajuda humanitária e tomem as medidas necessárias «para acabar com o sofrimento dos civis».
«As Convenções de Genebra estipulam que todos os Estados, incluindo os que não estão envolvidos no conflito armado, têm obrigação de tomar medidas para assegurar o cumprimento destas convenções pelas partes em confronto. Condicionar ou recusar o fornecimento de armas é uma medida», afirmou Michelle Bachelet, manifestando-se indignada com o «custo inadmissível» da guerra no Iémen, sobretudo para a população.
A escalada de violência pode piorar a já dramática situação alimentar de 14 milhões de pessoas, pelo que a responsável pede à coligação liderada pela Arábia Saudita para retirar as restrições à entrada no país da indispensável ajuda humanitária de forma imediata e segura.
«A coligação saudita e as forças pró-governamentais, as forças hutis e aqueles que fornecem armas ou outro apoio às partes em conflito, todos têm o poder o a influência para acabar com a fome e a matança de civis, para dar descanso à população do Iémen», sublinhou Bachelet.
Desde que começaram os confrontos, a agência de Direitos Humanos já registou mais de 6.000 mortes de civis no país e mais de 10 mil feridos. A maioria dos feridos resultou de bombardeamentos aéreos lançados pela coligação coordenada pela Arábia Saudita.
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