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Aumenta número de venezuelanos subalimentados
Texto F.P. | Foto Lusa | 08/11/2018 | 10:29
Entre 2015 e 2017 a subalimentação atingiu mais 600 mil pessoas, elevando para 3,7 milhões o número de cidadãos com problemas alimentares, informa a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura
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Um novo estudo apresentado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) aponta a Venezuela como o país da América Latina com maior número de pessoas subalimentadas. Neste momento, estima-se que 3,7 milhões de venezuelanos sofrem de insegurança alimentar, ou seja, 11,7 por cento da população.

Segundo o representante regional da FAO, Júlio Berdegué, a crise política, económica e social venezuelana travou os avanços no combate à subalimentação registados no país, do que resultou um aumento de 600 mil pessoas subalimentadas, entre 2015 e 2017.

A FAO tem insistido como o governo de Nicolás Maduro para considerar «a possibilidade de recorrer à cooperação internacional de carácter humanitária», mas até agora sem sucesso, lamentou o responsável.

No relatório «Panorama de segurança alimentar e nutricional na América Latina e Caraíbas 2018», elaborado em conjunto com a Organização Panamericana da Saúde, UNICEF e o Programa Alimentar Mundial, destaca-se ainda a situação do Haiti, com cinco milhões de pessoas subalimentadas (45,7 por cento da população), e do México, com 4,8 milhões (3,8 por cento da população), apesar de ambos terem registado avanços no combate à fome.
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