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União Europeia disponibiliza 90 milhões para combater a fome no Iémen
Texto F.P. | Foto Lusa | 07/11/2018 | 16:01
Ajuda prevê assistência alimentar, nutricional, serviços médicos, alojamento, água, educação e proteção. Deverá chegar a pelo menos 8.000 pessoas em situação de vulnerabilidade
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A União Europeia (UE) vai canalizar mais 90 milhões de euros para tentar minimizar a grave crise humanitária que se vive no Iémen, onde 75 por cento da população (cerca de 22 milhões de pessoas) necessita de ajuda urgente e 8,4 milhões estão à beira da fome.

«Estamos em contrarrelógio para evitar uma crise de fome no Iémen», afirmou o comissário de Ajuda Humanitária e Gestão de Crises da UE, Christos Stylianides, apelando à ação imediata da comunidade internacional, pois, no seu entender, «as tragédias humanitárias requerem uma solução política» para pôr fim à violência.

Com este novo pacote de assistência, o executivo comunitário espera chegar a cerca de 8.000 pessoas em situação de vulnerabilidade. Vai ser distribuída ajuda alimentar e nutricional, assegurada assistência médica e sanitária, alojamento, água, educação e proteção.

Até agora, a UE já mobilizou 323 milhões de euros para o Iémen, desde o início do conflito entre as autoridades e os huthis, em 2015. Os confrontos agravaram-se com a campanha de bombardeamentos efetuados pela coligação liderada pela Arábia Saudita, em apoio ao governo.

Mais de 60 mil civis morreram ou ficaram feridos na sequência do conflito, em mais de 3,5 milhões de pessoas foram obrigadas a deixar as suas casas. Teme-se uma nova epidemia de cólera, a terceira desde 2017, que já provocou mais de 2.300 mortos e cerca de 1,2 milhões de casos identificados.
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