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Guineenses queixam-se da violência policial em Angola
Texto F.P. | 30/10/2018 | 16:28
Liga Guineense dos Direitos Humanos tem recebido queixas de perseguições, detenções arbitrárias e espancamento, no âmbito das operações contra imigrantes ilegais realizadas pela polícia angolana
Vários cidadãos guineenses emigrados em Angola têm feito chegar testemunhos de violência policial à Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), alguns deles acompanhados de «imagens de sevícias», que os autores pediram para não serem divulgadas por temerem represálias.

Nos últimos dias a polícia angola tem intensificado as operações contra imigrantes ilegais no país e os cidadãos guineenses queixam-se da atuação dos agentes, ao relatarem casos de perseguições, detenções arbitrárias e até espancamentos. Num ato de desespero, pedem ao governo guineense que interceda a seu favor.

«As informações e imagens chocantes que circulam nas redes sociais apenas são a ponta do `iceberg´ de uma corporação policial insensível aos direitos humanos, onde a cultura de impunidade é institucionalizada», denuncia a LGDH, anunciando que vai pedir a intervenção do secretário de Estado das Comunidades guineense, Queba Banjai.

Em comunicado, a LGDH reconhece que Angola tem o direito de defender o seu território e os seus recursos naturais, mas a polícia angolana não pode prender ilegalmente cidadãos estrangeiros e muito menos espancá-los. A ação da polícia angolana tem «elevados sentimentos xenófobos», o que a organização considera preocupante e inaceitável.
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