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Prejuízos com desastres naturais são cada vez maiores
Texto F.P. | Foto Lusa | 12/10/2018 | 10:22
Último relatório da agência das Nações Unidas para a Redução dos Riscos de Desastres revela que nos últimos 20 anos as perdas económicas causadas por desastres relacionados com o clima subiram mais de 150 por cento
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Os países afetados por desastres naturais entre 1998 e 2017 registaram prejuízos de mais de 2.900 mil milhões de dólares, o que significa um aumento na ordem dos 150 por cento, em relação ao período homólogo anterior. As maiores perdas verificaram-se nos Estados Unidos da América, China e Japão. Na Europa, o Reino Unido, Alemanha e Itália foram os mais afetados.

Segundo o mais recente relatório da agência da ONU para Redução dos Riscos de Desastres, nas últimas duas décadas morreram 1,3 milhões de pessoas e 4,4 biliões ficaram feridas, sem abrigo, deslocadas ou a precisar de ajuda de emergência, em consequência dos efeitos do clima. O maior número de vítimas (56 por cento) foi causado por terramotos e tsunamis.

«A morte e o sofrimento causados pelo terramoto e tsunami na Indonésia trazem à tona a necessidade de informar o público e aplicar altos padrões de construção em zonas sísmicas», afirmou a representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Redução de Desastres, Mami Mizutori, realçando o «muito que precisa ser feito para lidar com o alto número de mortes em zonas sísmicas».

Mizutori destacou ainda o impacto desproporcional em países de baixos e médios rendimentos. «As perdas económicas decorrentes de eventos climáticos extremos são insustentáveis e um grande travão na erradicação da pobreza», disse a responsável, acrescentando que as pessoas em países de baixos rendimentos são seis vezes mais propensas a perder todos os seus bens ou sofrer danos num desastre do que pessoas em países de altos rendimentos.
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