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Ativistas retirados de floresta por causa de mina
Texto F.P. | Foto Herbert Aust | 13/09/2018 | 12:23
Dezenas de ecologistas viviam há seis anos em casas construídas em árvores, para impedir o avanço da exploração de carvão. Foram todos expulsos pela polícia alemã
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Centenas de polícias iniciaram esta quinta-feira, 13 de setembro, o desmantelamento das cerca de 60 casas de árvore construídas por ambientalistas no bosque de Hambach, na Alemanha, para impedir a expansão de uma mina de carvão. A presença dos ecologistas havia sido tolerada até agora, mas o governo regional considerou tratar-se de uma «ocupação ilegal» e ordenou a expulsão.

Segundo as autoridades locais, esta semana «várias pessoas mascaradas atacaram uma vez mais a polícia, atirando pedras», o que obrigou um polícia a efetuar um disparo de advertência. Os confrontos levaram o governo regional a acusar os ativistas de comportamento violento.

Os ambientalistas, presentes no bosque desde 2012, tentavam impedir que a área florestal – uma das mais antigas da Alemanha – fosse devastada para expansão de uma mina de lenhite, um tipo de carvão muito poluente. Mas o consórcio energético alemão está autorizado a cortar as árvores para ampliar a mina e tem planos para arrasar metade dos 200 hectares restantes, a partir de outubro.

A empresa alega que a expansão é necessária para assegurar o fornecimento de energia à região, mas os ativistas opõe-se ao uso deste combustível barato mas muito poluente. Apesar da Alemanha ter investido fortemente na energia renovável, para respeitar os compromissos internacionais, o país ainda é muito dependente do carvão para produção de energia.
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