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Corrupção mundial atinge os mais pobres
Texto F.P. | Foto Lusa | 12/09/2018 | 16:44
Secretário-geral das Nações Unidas lançou um apelo aos líderes mundiais para que cultivem uma cultura de integridade e dotem as instituições nacionais de mecanismos contra a corrupção
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É um flagelo que está presente em todos os países, desde os mais ricos aos mais pobres, e custa pelo menos 2,2 biliões de euros anuais. A corrupção mina as instituições, priva as pessoas dos seus direitos e os mais pobres e vulneráveis são quem mais sofre, alertou esta semana o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, num apelo aos líderes mundiais para que cultivem a cultura da integridade nos seus países.

«A corrupção está presente em todos os países: ricos e pobres, do norte e do sul, desenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Os números mostram o surpreendente alcance deste problema», afirmou o líder da ONU, recorrendo às estimativas do Banco Mundial, que revelam que as empresas e pessoas pagam mais de 800 milhões de euros em subornos todos os anos.

Segundo Guterres, a corrupção «rouba escolas e hospitais, destrói as instituições enquanto os funcionários enriquecem, priva as pessoas dos seus direitos, fomenta a desconfiança no governo e na governabilidade, e pode transformar-se num rastilho para os conflitos».

Como este flagelo é relacionado frequentemente com as várias formas de instabilidade e violência, como o tráfico de armas, drogas e pessoas, o terrorismo ou o extremismo violento, o ex-primeiro-ministro português pediu à comunidade internacional que trabalhe de forma eficaz contra a lavagem de dinheiro, a invasão fiscal e os fluxos financeiros ilícitos.
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