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Conflito armado põe em causa combate ao ébola
Texto F.P. | Foto C.E. | 06/08/2018 | 17:33
Novo surto da doença está a alastrar numa região que tem um milhão de deslocados e mais de 100 grupos armados, o que torna mais complexa a intervenção das equipas médicas e humanitárias
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O diretor-geral adjunto de Preparação e Resposta a Emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Peter Salama, admite que vai ser «muito complexo» combater o novo surto de ébola no leste da República Democrática do Congo (RDC), bem como proteger as pessoas da infeção, por causa do conflito armado que fustiga a região. 

Salama admite que o número de casos possa aumentar nos próximos dias e semanas, «com base na trajetória de epidemias neste estágio de desenvolvimento». Até agora não há certezas sobre a estirpe, embora tudo aponte para que seja a mesma da epidemia anterior e que havia sido dada como extinta pela OMS. 

Neste momento, a prioridade da organização é confirmar o tipo de variante do vírus, pois se for o mesmo, já existe «uma vacina segura e eficaz» que pode ser usada. A parte menos boa é que essa estirpe é a mais mortal e vitimou mais de metade das pessoas contaminadas. 

A RDC está envolvida num longo conflito, e na região onde surgiu o novo surto existem mais de 100 grupos armados. Por isso, a OMS acredita que para obter acesso a algumas das pessoas vai ser necessária uma escolta armada. O país acolhe a maior operação de manutenção de paz da ONU, a MONUSCO, que pode auxiliar nestes esforços.
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