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Bolívia acolhe congresso missionário
Texto Jaime C. Patias | Foto Jaime C. Patias | 12/07/2018 | 10:22
Encontro reúne cerca de 3.000 missionários e missionárias de todo o continente americano e convida a refletir sobre «A alegria do Evangelho, coração da missão profética, fonte de reconciliação e comunhão»
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O trabalho missionário «tem um coração, um centro, um nome: Jesus». O trabalho missionário não é «filantropia» nem nasce das «nossas obras de boa vontade», mas antes de tudo é uma «bênção» para todos aqueles a quem o Evangelho é anunciado. Foi o que afirmou o cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para Evangelização dos Povos, durante a Missa que inaugurou, na terça-feira, 10 de julho, o 5º Congresso Americano Missionário (CAM 5), em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia.

O Congresso reúne, até 14 de julho, cerca de 3.000 missionários e missionárias de todo o continente americano e convidada a refletir sobre «A alegria do Evangelho, coração da missão profética, fonte de reconciliação e comunhão». Os congressistas, entre leigos e leigas, sacerdotes, diáconos, bispos, religiosos e religiosas e seminaristas, foram acolhidos pelas famílias de Santa Cruz em 55 paróquias e casas religiosas.

«A história da Salvação traz sempre a bênção de Deus. O povo sente e percebe isso», afirmou o cardeal Filoni, enviado especial do Papa Francisco para o Congresso. «No nome de Jesus está toda a bênção de Deus para a humanidade. O trabalho missionário é sobretudo obra de bênção para todos aqueles a quem se anuncia o nome do Senhor. As mesmas obras de educação, de apoio, de defesa dos maltratados, obras de caridade, de justiça, de preferência pelos pobres, os marginalizados e todas as periferias reais e existências, como diz o Papa Francisco, têm como laço de união indissolúvel o nome de Jesus. E portanto, tudo é bênção», complementou Filoni, para recordar que a obra missionária é ao mesmo tempo, anúncio e testemunho. «Anúncio de Jesus e testemunho de vida recebida em Cristo».

Relíquias de futura santa

Nesse sentido, citou o exemplo da bem-aventurada madre Maria Nazaria Ignazia de Jesus, autêntica «missionária do nosso tempo», cujas relíquias estiveram presentes na Missa. A mulher espanhola, que viveu entre o final do século XIX e a primeira metade do século XX, na Bolívia, descobriu um imenso amor pelo apostolado missionário e fundou a congregação das Missionárias Cruzadas da Igreja, dedicada aos pobres e marginalizados. A bem-aventurada será canonizada em 14 de outubro próximo pelo Papa Francisco.

No final, Filoni almejou que este CAM 5, «permita valorizar o compromisso missionário e dar um novo impulso no ardor e na paixão por Cristo. Esta é a verdadeira bênção».
Em nome do Papa, o cardeal agradeceu aos bispos de Bolívia e ao diretor das Pontifícias Obras Missionárias (POM) pela realização do Congresso.

Encontro continental

Em 1977, o México celebrava em Torreón o seu 7º Congresso Missionário Nacional. Por iniciativa do cardeal Agnelo Rossi, então Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, foram convidados os bispos responsáveis das Comissões Missionárias e os diretores nacionais das Pontifícias Obras Missionárias (POM) de vários países latino-americanos, que imprimiram ao evento um carácter continental. Foi lançada a proposta de repetir a experiência na América Latina, a cada cinco anos. Assim, o Congresso Missionário de Torreón (México) em 1977, tornou-se o 1º Congresso Missionário Latino-Americano (COMLA1).

No ano de 1999, por ocasião do 6º COMLA, na cidade de Paraná, na Argentina, o Congresso abriu as suas fronteiras a todo o continente americano, tornando-se o 1º Congresso Missionário Americano (CAM 1) e o 6º Congresso Missionário Latino-Americano (COMLA 6).
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