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Investigação confirma violações no conflito do Sudão do Sul
Texto F.P. | Foto Lusa | 11/07/2018 | 17:34
Investigadores da ONU descobriram provas de ataques deliberados e «brutalmente violentos» contra civis, em especial contra mulheres e crianças. Mais uma centena de mulheres e raparigas foram violadas
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Um relatório recente da agência das Nações Unidas para os Direitos Humanos revela que pelo menos 232 civis foram mortos e 120 mulheres e raparigas foram violadas em «ataques de tropas do governo, forças associadas e jovens armados» a aldeias controladas pela oposição, entre 16 de abril e 24 de maio, no estado de Unidade.

Os dados recolhidos pelos investigadores apontam para «o que aparentam ser ataques deliberados, implacáveis e brutalmente violentos contra civis, especialmente contra mulheres e crianças», que podem configurar «graves violações e abusos dos direitos humanos e de leis humanitárias internacionais» e, consequentemente, podem «ser considerados crimes de guerra».

Segundo o relatório, os atos de violência ocorreram na sequência de confrontos entre o Exército de Libertação do Sudão e as forças opositoras, que culminaram com uma «operação militar significativa do governo e seus associados». As vítimas civis durante esse período incluem idosos, pessoas com deficiência e crianças muito novas. Algumas foram enforcadas em árvores e outras queimadas vivas nas suas casas.

Várias testemunhas relataram as invasões às aldeias desencadeadas pelas forças ligadas ao governo, em que os combatentes «cercavam as povoações e disparavam contra civis em fuga, para depois roubarem gado, pilhar e queimar casas e reservas alimentares».

Na sequência desta investigação, o comissário para os Direitos Humanos da ONU, Zeid Al Hussein pediu ao governo que «acabe com todos os ataques contra civis, lance investigações e responsabilize os autores desses atos, incluindo os que assumem a responsabilidade de comando».
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