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«Não é desta forma que se constrói a paz »
Texto F.P. | Foto DR | 09/07/2018 | 17:33
Arcebispo de Manágua responsabiliza o governo de Daniel Ortega pela violência a que se tem assistido no país nos últimos meses. Confrontos já provocaram mais de 300 vítimas mortais
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Os protestos na Nicarágua provocaram pelo menos mais 11 mortos e três dezenas de feridos, depois do governo ter reiterado, durante o fim de semana, que não ia antecipar as eleições marcadas para 2021. «Não é desta forma que se constrói a paz», alertou o arcebipo de Manágua, cardeal Leopoldo Brenes.

O purpurado responsabilizou diretamente Daniel Ortega, a vice-presdente Rosário Murillo, e o segundo da polícia nacional Francisco Díaz, pela violência que o país tem sofrido desde a explosão social de 18 de abril.

«Ao Presidente Daniel, a Rosario, ao comissário geral Francisco Díaz, por favor, em nome de Deus, em nome deste povo católico presente nesta catedral, parem com esta ação, que trará mais dor e tristeza. Queiram ou não, esta situação afeta homens, famílias e toda a triste Nicarágua», afirmou o cardeal, na homilia da Missa celebrada na Catedral de Manágua.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos também já tomaram posição, acusando o governo nicaraguense de sucessivas violações de direitos humanos, através de «assassinatos, execuções extrajudiciais, maus-tratos, possível tortura e detenções arbitrárias cometidos contra a população, predominantemente jovem».
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