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Portugal
«Um colaborador próximo na reforma da Igreja»
Texto F.P. | Foto DR | 28/06/2018 | 13:04
O bispo de Leiria-Fátima, António Marto, reafirmou a intenção de ser um apoiante da reforma da Igreja Católica que o Papa Francisco quer levar por diante, a poucas horas de ser elevado a cardeal
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A poucas horas de ser elevado a cardeal, o bispo da diocese Leiria-Fátima, António Marto, reuniu-se com os jornalistas na Sala de Imprensa da Santa Sé, em Roma, Itália, e reafirmou a sua vontade de ser «um colaborador próximo» na «reforma da Igreja que o Papa Francisco quer levar para a frente».

Questionado sobre se a sua nomeação pode abrir um precedente para que o próximo bispo de Fátima seja também cardeal, o prelado ressalvou que isso depende do critério de cada Papa, mas manifestou a convicção de que a sua elevação ao cardinalato «não institui uma tradição como existe em Lisboa».

Embora não saiba ainda qual a missão que lhe vai ser atribuída, António Marto espera manter-se em exercício na sua diocese. «Como tantos cardeais que permanecem na sua diocese, espero também eu permanecer», afirmou, sublinhando, no entanto, ter total disponibilidade «para que o Papa quiser».

O bispo português vai ser elevado a cardeal esta quinta-feira, 28 de junho, no Consistório convocado pelo Papa Francisco, onde vão ser nomeados mais 13 elementos para o Colégio Cardinalício, 11 deles com direito a voto num futuro Conclave.

A cerimónia decorre na Basílica de São Pedro, em Roma, a partir das 16h00 (15h00 em Lisboa). Depois da homilia do Papa Francisco, os novos cardeais fazem a profissão de fé, com a recitação do Credo, e o juramento de fidelidade e obediência ao Papa e aos seus sucessores. Segue-se a entrega dos três símbolos cardinalícios: barrete, anel e bula da nomeação. António Marto será o sétimo cardeal a recebê-los.
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