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Fátima
Acordo de paz celebrado em Fátima
Texto J.B. | Foto Santuário de Fátima | 13/06/2018 | 10:27
A abertura da peregrinação de junho ao Santuário de Fátima foi uma ocasião para celebrar o acordo entre os Estados Unidos e a Coreia, e também para motivar os cristãos a irem ao encontro das pessoas que se afastaram dos `caminhos da fé´
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O acordo de paz assinado em Singapura pelos presidentes dos Estados Unidos da América e da Coreia de Norte, na última terça-feira, 12 de junho, foi celebrado em Fátima. «Confiemos a paz no mundo a Nossa Senhora, em especial na Síria onde perdura uma guerra devastadora há oito anos, e demos graças a Nossa Senhora pelo acordo alcançado hoje entre a Coreia e os Estados Unidos», disse António Marto, bispo na diocese de Leiria-Fátima, na saudação inicial a Nossa Senhora, na primeira celebração da Peregrinação Internacional Aniversária de Junho ao Santuário de Fátima.

 

A jornada é presidida por Manuel Pelino, bispo emérito da diocese de Santarém, que destaca o apelo à paz relatado pelos três pastorinhos. «Nossa Senhora apresentou-se em Fátima como a `Mensageira da Paz´, dizendo-nos que o amor há de vencer o ódio e todos os conflitos», demonstrou o prelado durante a mesma celebração de abertura, evocando ainda as vítimas dos conflitos do mundo. «Em Fátima rezamos por todo o mundo. Aceitemos este convite para lembrar os lugares onde ainda há guerra, que causa tanto sofrimento», lamentou.

Partindo da parábola do bom pastor, Manuel Pelino lamentou, durante a missa internacional da peregrinação, a falta de disponibilidade e de preparação da Igreja para resgatar as `ovelhas perdidas´. «A nossa prática está mais preparada para assistir os que estão na comunidade do que para sair em busca dos que estão afastados. Estamos demasiado absorvidos nos nossos e com pouca disponibilidade para procurarmos fora do redil. E os nossos estão velhos», referiu o prelado, citado pelos serviços de comunicação do Santuário de Fátima.

O bispo emérito de Santarém salientou que atualmente «são numerosos os que se afastam da comunidade», devido a «motivos complexos e variados», como o «cansaço [e] desilusão», assim como por «atitudes e palavras que os feriram, por situações irregulares, pela solidão ou pelo esquecimento». «Temos nós tempo, vontade e coração para os procurar, descobrir e chamar carregando com eles para que regressem às fontes da fé? (…) Seremos capazes de contrariar a crescente descristianização que assola a Europa?», interpelou o prelado, convidando os fiéis à reflexão.

Manuel Pelino realçou que à semelhança da figura bíblica do bom pastor, todos os cristãos são chamados a resgatar todas as pessoas que se encontram afastadas dos caminhos da fé, «levando-lhes a cura espiritual, física e afetiva». A peregrinação de junho decorre sob o tema «Tempo de graça e misericórdia: dar graças pelo dom de Fátima».

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