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Missionários abrem novo centro de formação para catequistas
Texto Diamantino Antunes | Foto Joel Finiasse | 01/06/2018 | 10:21
Uncanha, uma missão até há pouco tempo abandonada no distrito da Marávia, retomou vida com um estilo e uma vocação particular: formar famílias de catequistas para três grandes missões na diocese de Tete: Fingoè, Uncanha e Zumbo-Miruro
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Esta é uma das respostas dos Missionários da Consolata à situação pastoral que encontraram quando retomaram a evangelização nos distritos da Marávia e do Zumbo, em Moçambique. Os missionários logo perceberam que, depois de tantos anos de abandono por causa da ausência prolongada dos padres, se deveriam percorrer dois caminhos: o acompanhamento e a fundação de comunidades cristãs e a formação de catequistas.

Os padres visitaram todas as comunidades espalhadas no imenso território - 29.000 quilómetros quadrados, com uma população de 200 mil habitantes - organizaram encontros e cursos de formação para os catequistas. Tudo muito bonito e importante, mas não era suficiente. As comunidades cristãs são muitas, 180 no total, e em tantas aldeias as pessoas pedem para conhecer Jesus e a Igreja Católica.

No dia 25 do passado mês de janeiro, na Festa da Conversão/Vocação de São Paulo, cerca de 500 pessoas participaram na missão de Uncanha, em representação de 180 comunidades, na Missa de abertura do Catequistado de São Barnabé e São Paulo. Rezaram pelas 11 famílias de catequistas que se preparavam para iniciar o curso de formação, para que tivessem o espírito de acolhimento da Palavra que caracterizava a comunidade cristã de Antioquia e que se consumou no envio de Barnabé e de Paulo. Juntamente a estes dois grandes missionários fez-se memória dos catequistas “Mártires de Guiúa” para que do Céu rezem pelas famílias de catequistas e o catequistado.

Estas 11 primeiras famílias que iniciaram a sua formação foram escolhidas e enviadas pelas suas comunidades de origem: duas da missão de Zumbo-Miruro, sete da missão de Uncanha e duas da missão de Fingoè. As comunidades empenharam-se com os seus magros recursos na construção das casas do catequistado e na manutenção, através do envio de comida, das famílias.

Os missionários de Fingoè, padres Carlos Biella, Jacinto Mwallongo, Romão João e Franco Gioda, as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, o seminarista diocesano Joel Finiasse, os catequistas formados no Centro Catequético do Guiúa ajudam os catequistas no seu caminho de formação (Bíblia-catequese-promoção humana), de espiritualidade (momentos quotidianos de oração), de comunhão (famílias unidas pela vocação apostólica) e de missão (empenho pastoral nas comunidades próximas do catequistado).

Parte-se com a convicção de que são os catequistas os verdadeiros missionários porque estarão presentes na realidade quotidiana das suas comunidades. Serão esses a ajudá-las a acolher a Palavra de Deus, a estar próximo dos pobres em nome de Jesus. É importante que acolham Jesus na sua própria vida, caminhem em comunhão com a Igreja e sintam a exigência de «anunciar a todos» que encontraram e o que estão vivendo. Depois de concluída a formação, que terminará no início de novembro, as famílias receberão o envio missionário e voltarão às suas terras de origem para servir melhor as suas comunidades cristãs.
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