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Igreja retira-se das negociações de paz na Nicarágua
Texto F.P. | Foto Lusa | 24/05/2018 | 17:31
Conferência Episcopal decidiu suspender a função de mediadora entre o governo e a oposição por falta de acordo para a definição de uma agenda de democratização do país
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A falta de consenso para a criação de uma agenda de democratização levou a Conferência Episcopal da Nicarágua (CEN) a suspender a sua participação no diálogo nacional entre o governo e os opositores para acabar com a crise política que afeta o país e já provocou mais de 70 mortos.

O governo recusou discutir uma agenda que, entre outros pontos, propunha antecipar a eleição presidencial, e a CEN, que atuava como mediadora, concluiu não haver condições para prosseguir com as tentativas de diálogo. «Já que não há consenso entre as partes, vemo-nos obrigados a suspender o plenário do diálogo nacional», informaram os bispos em comunicado.

Para o representante do governo, Denis Moncada, a agenda proposta para o diálogo, com a antecipação das eleições, tinha como objetivo «desmontar o Estado Constitucional» e era «uma rota camuflada» para um golpe de Estado contra o presidente Daniel Ortega.

Segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que esteve em missão na Nicarágua, os protestos iniciados em 18 de abril contra o governo já fizeram 76 mortos, 868 feridos e 438 detidos. A delegação, liderada pela chilena Antonia Urrejola, disse ter encontrado no país numa situação «mais grave do que pensava».
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