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Caminho que liga Braga a Santiago dá origem a livro
Texto J.B. | 16/05/2018 | 08:48
A nova publicação conta com mais de 400 páginas, dezenas de documentos dos séculos XVI a XX, um mapa com o traçado e muitas fotografias
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O levantamento histórico dos últimos 60 quilómetros do «Caminho da Geira Romana e dos Arrieiros», também conhecido como «Caminho Jacobeu Minhoto Ribeiro», chegou ao fim e o resultado deverá contribuir para o reconhecimento oficial deste percurso jacobeu que liga Braga a Santiago de Compostela.

 

Com o nome «O Caminho Jacobeu de A Estrada – Um histórico caminho de peregrinação e comércio», o estudo é da autoria de Jorge Fernández, um investigador de história, arte e arqueologia. O trabalho conta com 409 páginas, um mapa com o traçado, elementos patrimoniais e vestígios jacobeus, e mais de 80 documentos dos séculos XVI a XX, que mostram a existência do itinerário em 60 dos 240 quilómetros que o compõem, sendo que os restantes quilómetros ainda se encontram em estudo.

 

«O objetivo foi compilar toda a documentação disponível no sentido de recuperar um caminho de peregrinação medieval, histórico, e facilitar o trabalho de investigação da direção geral do património da junta da Galiza [governo regional], a quem cabe a última palavra sobre o reconhecimento da importância do itinerário», refere Jorge Fernández, em comunicado.

 

O levantamento reúne o resultado das investigações levadas a cabo por Luís Ferro Pego, historiador, Jorge Fernández e Carlos de Barreira, presidente da Associação Codeseda Viva, organismo que publicou a obra, que para já conta com sete exemplares, não podendo ser vendida ou consultada. Apesar disso, o autor da publicação considera que o município de A Estrada deverá desejar publicar a obra no futuro.

 

O estudo do itinerário teve início em 2009, e ganhou um novo ânimo quando os três se reuniram, em novembro de 2016, com Abdón Fernández, o presidente da Associação Jacobeia do Caminho Minhoto Ribeiro, uma organização privada que investiga a história do itinerário.

 

A obra foi preparada ao longo de quatro meses, tendo sido concluída no passado dia 26 de abril. «Estou 100 por cento convencido que é importante para o reconhecimento como itinerário cultural ou jacobeu antes de 2021. O estudo confirma a existência de um caminho muito importante. É muito fácil de ler e até para a pessoa mais cética fica claro que aqui havia um caminho de peregrinação medieval», indica o autor.

 

A Associação Codeseda Viva e a Associação do Caminho Jacobeu Minhoto Ribeiro coordenam a investigação do traçado e outros recursos essenciais à validação deste itinerário, que desejam ver reconhecido com a homologação do traçado até 2021, Ano Santo Jacobeu.

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