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Inscrições decorrem online
Festival inclusivo e solidário no Algarve
Texto J.B. | Foto WFA | 14/03/2018 | 08:40
O evento contempla caminhadas destinadas a pessoas cegas, cidadãos com mobilidade reduzida, idosos e crianças. Está ainda prevista uma ação de reflorestação no centro de Portugal
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O Festival de Caminhadas do Ameixial, também conhecido como «Walking Festival Ameixial» (WFA), vai realizar-se, pela sexta vez, no interior de Loulé (Faro), entre os próximos dias 27 e 29 de abril, e, desta vez, torna-se num evento mais inclusivo, que aposta na internacionalização e que tem ainda em maior consideração a participação de agregados familiares.

 

«Em 2018, vamos ter mais caminhadas dirigidas a um público com mobilidade reduzida. No ano passado, já tivemos uma primeira experiência com a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO). Este ano, também vamos ter um passeio de cadeiras de roda na serra», revelou João Ministro, da empresa ProActiveTur, uma das entidades envolvidas no evento.

 

Estão previstas três caminhadas inclusivas, dirigidas não só a pessoas cegas e com mobilidade reduzida, mas também a seniores. Com o objetivo de «ter cada vez mais estrangeiros», os organizadores vão «reforçar o sistema de transporte, com autocarros a sair de Loulé, de manhã, para o Ameixial e a voltarem ao final da tarde». «Pela primeira vez, serão realizadas caminhadas exclusivamente em língua estrangeira para os turistas e residentes estrangeiros», disse o responsável, em declarações ao portal Sul Informação.

 

Para uma maior divulgação do evento, os organizadores pretendem estabelecer parcerias com iniciativas análogas, realizadas noutros países. Em Portugal, a organização deseja uma aproximação à Pampilhosa da Serra, um concelho que acolhe um festival de caminhadas e foi bastante devastado pelos incêndios no último verão.

 

«Vamos dar apoio, divulgar o festival e promovê-lo como forma de contribuir, para que as pessoas vão lá e ajudem», referiu João Ministro, adiantando que, à semelhança do ano passado, há a possibilidade de ser realizada uma ação de reflorestação no centro do país, com dinheiro que será angariado para essa finalidade. A pensar nos agregados familiares, será feita uma «aposta mais forte em atividades» especialmente dirigidas a este público.

 

Por sua vez, a escrita do Sudoeste, a mais antiga da Península Ibérica, será a base de «intervenções na paisagem», executadas por um artista convidado. Ainda no sector cultural, vai realizar-se uma caminhada literária, em parceria com Universidade do Algarve. «Já fizemos uma em Alte. É um percurso dentro da aldeia, com partes em que se pára para ler excertos de textos e poemas de vários autores», referiu João Ministro.

 

Ainda previstas estão as «jornadas sobre a valorização da bolota», que contemplam «um pequeno passeio à volta deste fruto», um debate onde será discutido «o potencial deste produto» e ainda um workshop sobre a forma de «fazer pão com bolota». O programa do festival abarca ainda uma caminhada de dez horas, entre Loulé e o Ameixial, e um passeio com um momento dedicado à canoagem.

 

Em 2018, o festival conta com a sua integração na iniciativa «Algarve Walking Season», uma proposta lançada este ano, que une os festivais de caminhadas do Ameixial e de Alcoutim. As inscrições podem ser feitas online. O evento é organizado pela Cooperativa QRER (Projeto Querença), com o apoio da Região de Turismo do Algarve, Câmara Municipal de Loulé, Junta de Freguesia de Ameixial, Proactivetur e o Projeto Estela.

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