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Fátima
Peregrinação Anual 2018
Norte de Portugal leva cor e esperança a Fátima
Texto Juliana Batista | Foto Juliana Batista | 17/02/2018 | 15:53
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Fiéis de uma paróquia de Famalicão ofereceram tecidos e várias horas de trabalho para que os seus jovens pudessem representar os últimos momentos da vida de Jesus Cristo na terra. O resultado foi apresentado em Fátima e sensibilizou milhares de peregrinos
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Trinta e três adolescentes, que se encontram entre o sétimo e o décimo ano de catequese, na paróquia de Ribeirão, em Famalicão, viajaram até Fátima para encenar as 15 estações que compõem a via-sacra do Calvário Húngaro, para os milhares de peregrinos de todo o país, que também rumaram à Cova da Iria para participar na 28ª Peregrinação Anual da Família Missionária da Consolata.

 

Ao longo de toda a manhã deste sábado, 17 de fevereiro, as mais de três dezenas de jovens do norte do país, deram vida, durante várias horas, aos últimos passos de Jesus Cristo na terra. O empenho dos jovens sensibilizou os peregrinos, que os aplaudiram, elogiaram e com quem compartilharam os farnéis preparados para a jornada.

 

As roupas e outros adereços envergados pelos adolescentes foram preparados propositadamente para esta ocasião, conforme explicou Miguel Almeida, um dos catequistas responsáveis pela atividade, realçando que o material cénico utilizado foi o «resultado de ofertas de pessoas amigas da paróquia».

 

«Tudo foi 100 por cento gratuito», destacou Miguel Almeida, de 43 anos. As peças foram feitas à mão por costureiras amigas, com tecidos oferecidos por empresas têxteis locais e outras do setor do calçado. A reutilização e a originalidade também estiveram presentes. «As coroas foram feitas com ramas de kiwi e de videira», demonstrou o catequista.

 

«Estou satisfeito e sinto-me realizado com este trabalho. Procuro mostrar aos jovens que a vida deles não faz sentido sem a fé e se não for em prol dos outros. Nas redes sociais dão-se muitos cliques, mas aqui mostramos que podemos trabalhar com cliques humanos e conhecer outras culturas», demonstrou o responsável.

 

A noite que antecedeu a peregrinação foi, aliás, uma oportunidade para os jovens envolvidos na jornada conhecerem a campanha «Crianças saudáveis», promovida pelos Missionários da Consolata para ajudar as crianças angolanas mais desfavorecidas.

 

Tomar conhecimento desta realidade sensibilizou os jovens participantes, como João Araújo, de 15 anos, também envolvido na representação dos quadros bíblicos. «Acho que os jovens precisam de se mover mais para a parte cultural e que podiam conhecer mais o mundo. Estão muito ligados às tecnologias e a parte cultural fica mais de lado», lamentou o jovem.

 

Semelhante sensação invade também Filipa Silva, de 17 anos, outra das catequistas que colaborou na ecenação dos quadros bíblicos para a via-sacra missionária. «Como catequista sinto mais responsabilidade», contou a jovem, que se esforça para que os adolescentes que acompanha não frequentem a catequese apenas «porque são obrigados», mas sim para que cresçam na fé e consigam dar um contributo positivo para o mundo.

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