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Chade proíbe manifestações nas ruas
Texto F.P. | Foto Lusa | 13/02/2018 | 07:02
Tensões políticas e sociais levaram o governo a decretar a suspensão temporária das atividades de uma dezena de partidos políticos. União Europeia apela ao diálogo e ao respeito pelas liberdades fundamentais
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O aumento brutal na despesa com a administração pública, registada nos últimos anos, fez mergulhar o Chade numa crise política e social, que levou o governo a mandar suspender a atividade de uma dezena de partidos da oposição, para tentar travar as manifestações de protesto.

A União Europeia já se manifestou empenhada em manter a parceria com o país, em termos económicos e de segurança, mas pediu ao governo que respeite os direitos fundamentais. «O respeito pelas liberdades fundamentais e um diálogo aberto e sustentado entre todos os atores são as melhores garantias para se estabelecer um consenso necessário para soluções duráveis», disse um porta-voz europeu.

O executivo chadiano diz não ter capacidade para suportar a massa salarial do Estado, que subiu 74 milhões para 710 milhões de dólares, e decidiu aplicar medidas de austeridade, que provocaram um descontentamento social sem precedentes.

Os sindicatos, partidos políticos e organizações da sociedade civil apelaram à realização de marchas pacíficas de contestação, mas o governo rejeitou qualquer marcha ou manifestação, ameaçando dissolver qualquer partido ou organização que viole a proibição.
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