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Justiça & Paz
Círculo vicioso de impunidade em El Salvador
Texto F.P. | Foto DR | 07/02/2018 | 15:22
Relatora especial das Nações Unidas visitou o país e encontrou uma teia de violência complexa e difícil de combater, devido à ação de grupos organizados que lutam para manter o seu poder e controlo territorial
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A ação de bandos e de grupos armados organizados estão a comprometer a luta contra a criminalidade e violência em El Salvador, um país com uma das taxas mais altas de assassinatos a nível mundial, que continua a viver problemas de segurança complexos, denunciou a relatora especial das Nações Unidas sobre execuções extrajudiciais, após uma visita ao território.

«Durante a minha visita, conheci pais e mães que perderam os seus filhos por causa da violência, mulheres jovens que foram repetidamente submetidas a violência sexual, homens jovens traumatizados pela experiência de violência vivida, avós que vivem com o receio constante que um dia os seus netos sejam recrutados à força para a violência», afirmou Agnes Callamard, em comunicado.

No documento, a responsável instou o governo de El Salvador a «tomar medidas urgentes e mais efetivas para prevenir a privação arbitrária da vida e pôr fim ao círculo vicioso de impunidade que torna possível tantos crimes», através de mecanismos que ajudem a solucionar o problema e não a agravá-lo.

«Não importa a complexidade do contexto, o difícil que seja mobilizar recursos públicos, a resposta do governo a esta violência endémica não deve agravá-la. A cura não pode ser pior que a doença. Lamentavelmente, encontrei um padrão de comportamento entre o pessoal de segurança, que poderia considerar-se como execuções extrajudiciais e uso excessivo da força», sublinhou Callamard.
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