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Há mais de 215 milhões de cristãos vítimas de perseguição
Texto F.P. | Foto Lusa | 13/01/2018 | 07:02
Relatório aponta a Coreia do Norte e o Afeganistão como os países onde há menos liberdade religiosa. Mas é no Paquistão que a violência contra os cristãos é mais grave
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O relatório World Watch List 2018, divulgado esta semana pela Associação Portas Abertas, dá conta de um aumento significativo da perseguição contra os cristãos em todo o mundo, e estima que neste momento há mais de 215 milhões de cristãos perseguidos.

No documento, são elencados os 50 países onde os cristãos sofrem maus-tratos por causa da fé em Jesus, que podem ir desde a discriminação cultural e social até ao desconhecimento familiar, da privação de trabalho e de salário, a abusos físicos, torturas, sequestros, mutilações, destruição de propriedades, prisão e assassinatos.

A perseguição aos cristãos assume maior relevância em África, ao atingir 81 milhões de pessoas, seguindo-se a Ásia e o Médio Oriente (113 milhões no total), a América Latina (20 milhões) e o resto do mundo. O topo da lista é ocupado pela Coreia do Norte e Afeganistão, seguidos pela Somália, Sudão, Paquistão, Eritreia, Líbia, Iraque, Iémen e Irão. Mas é no Paquistão que a perseguição assume a conotação mais violenta em absoluto.

Quanto às tendências consideradas preocupantes, foram identificadas cinco: «a radicalização das áreas dominados pelo Islão; a disputa sunita-xiita sobretudo na Ásia e Médio Oriente; o expansionismo islâmico em áreas de prevalência não muçulmana; a radicalização e uma limpeza étnica segundo a pertença religiosa, com crescimento evidente em países como o Quénia, Nigéria, Somália e Sudão.

A parte positiva do relatório é que se registaram ligeiras melhorias no Quénia e Etiópia e uma «diminuição considerável da violência contra os cristãos na Síria», o que é justificado com a diminuição da presença do grupo Estado Islâmico.
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