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Uma década para apostar nas ciências oceânicas
Texto F.P. | Foto DR | 11/12/2017 | 07:02
Quase três mil milhões de pessoas dependem da biodiversidade marinha e costeira para a sua subsistência. ONU quer mobilizar a comunidade científica, os políticos e a sociedade civil para um programa comum de investigação
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As Nações Unidas proclamaram o período entre 2021 e 2030 como a Década das Ciências Oceânicas para o Desenvolvimento Sustentável, com o objetivo de mobilizar a comunidade científica, os políticos, as empresas e a sociedade civil, em torno de um programa comum de investigação e de inovação tecnológica.

Uma das prioridades nesses 10 anos será «reforçar e diversificar as fontes de financiamento», pois neste momento os países destinam às ciências oceânicas apenas entre 0,04 por cento e quatro por cento da verba investida em investigação e desenvolvimento.

Há quase 3.000 milhões de pessoas que dependem da biodiversidade marinha e costeira para a sua subsistência, os oceanos absorvem quase um terço do dióxido de carbono gerado pelo homem e atenuam os efeitos do aquecimento global, mas a ciência ainda não conseguiu avaliar os efeitos cumulativos que têm as atividades humanas nos oceanos e as suas consequências em termos de contaminação, aquecimento e acidificação.

«Temos muitas lacunas de conhecimento sobre os oceanos, apesar do seu papel crucial para manter o nosso planeta seguro e respirável. É a nossa nova fronteira», afirmou a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, recordando que para estudar o oceano são necessários barcos específicos, imagens de satélite, submarinos e veículos submergíveis, que implicam «um investimento importante».
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