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OIT pede mais medidas para combater trabalho infantil
Texto F.P. | Foto Lusa | 14/11/2017 | 10:18
A cifra de crianças obrigadas a trabalhar tem vindo a descer nos últimos anos, mas há ainda muito a fazer para acabar com este flagelo que atinge milhões de menores
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A Organização Internacional do Trabalho (OIT) emitiu um comunicado, a propósito da IV Conferência Mundial sobre a Erradicação Sustentada do Trabalho Infantil, que se inicia esta terça-feira, 14 de novembro, em Buenos Aires, na Argentina, onde pede a intensificação dos esforços para «relegar o trabalho infantil para o lixo da história».

Apesar da quantidade de trabalhadores infantis ter vindo a diminuir desde 2000, há ainda 152 milhões de menores obrigados a trabalhar. E se a tendência atual se mantiver, em 2025 haverá cerca de 121 milhões de crianças que continuarão a ser vítimas do trabalho infantil.

Perante este cenário, a OIT alerta que é preciso fazer muito mais para combater o problema. «Estamos a avançar na direção correta, mas devemos fazê-lo a uma velocidade muito maior», pode ler-se no comunicado da organização, onde são pedidas medidas imediatas para «transformar este compromisso numa ação acelerada e relegar o trabalho infantil para o lixo da história, de uma vez por todas».

Entre as medidas propostas, destaca-se a criação de legislação eficaz, o pagamento de salários justos aos trabalhadores em idade legal, e um melhor acesso à educação. Recorde-se, que ao adotar em 2015 os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a comunidade internacional se comprometeu a eliminar todas as formas de trabalho infantil até 2025.
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