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Farmácias comunitárias servem povo da floresta
Texto Francisco Pedro | Foto DR | 06/11/2017 | 08:42
Missionários ajudam comunidades isoladas da Colômbia, junto à fronteira com o Peru, a criar pequenas farmácias que assegurem os tratamentos básicos e evitem deslocações penosas e arriscadas
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Abandonada durante muito tempo pelo Estado colombiano, a população de Solano-Puerto Leguízamo, uma zona de selva no sul do país, continua a sofrer com as carências estruturais no setor da saúde. Só há um hospital na região, o que obriga a deslocações em canoa que podem demorar entre quatro e seis horas até à área urbana, e os pequenos centros de saúde rurais nem sempre têm médicos ou enfermeiros, muito menos os medicamentos essenciais para combater as doenças mais comuns, como a malária, diarreia, febres ou gripes fortes. Mandar vir os fármacos da cidade também fica muito caro, por causa dos custos do transporte fluvial.

Para minimizar estes constrangimentos, os Missionários da Consolata estão a desenvolver um projeto em parceria com as comunidades locais, que prevê a criação de pequenas farmácias comunitárias e a formação de agentes locais de saúde, para garantir os medicamentos de primeira necessidade, a preços baixos e controlados.

No essencial, através do programa «Saúde nas nossas mãos», serão criados pequenos depósitos de medicamentos numa casa escolhida pelas comunidades aderentes, onde os missionários se comprometem a depositar um primeiro lote de antibióticos, analgésicos, anti-
-inflamatórios e anti-parasitários, entre outros, segundo as necessidades da população. E a repor os stoks, sempre que necessário. Através da venda dos fármacos, a comunidade terá de angariar fundos para tornar a farmácia autossustentável e devolver o investimento inicial, para que possa ser investido na criação de outro estabelecimento similar.

Cada uma destas pequenas unidades será gerida por boticários locais, a quem será dada formação técnica sobre doenças, sintomas e tratamentos, por especialistas em farmacologia, medicina e primeiros socorros. Os cursos preveem ainda a abordagem aos princípios básicos de gestão, para ajudar a uma boa administração dos estabelecimentos.

Com um investimento inicial próximo dos 5.000 euros, o projeto deverá contribuir para melhorar a qualidade de vida dos cerca de 23 mil habitantes, na sua maioria dependentes da agricultura e da pesca.
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