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Consolata em Angola: uma história com futuro
Texto Diamantino Antunes | Foto Diamantino Antunes | 05/11/2017 | 15:56
Os três primeiros missionários da Consolata chegaram a Angola em 2014 e ao Instituto foi confiada então a paróquia Santo Agostinho de Kapalanga, na diocese de Viana, periferia de Luanda. Recentemente, fundaram uma nova paróquia na diocese de Caxito
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Depois de muitos anos, os Missionários da Consolata cumpriram o sonho do seu fundador, o beato José Allamano: criar missões em Angola. Em 1920, por falta de missionários, teve de recusar o convite que lhe fora feito nesse sentido. Finalmente, em 2014, foi iniciada a presença do Instituto Missionário da Consolata (IMC) num segundo país lusófono em África, depois de Moçambique. Os estudos para a abertura da missão em Angola iniciaram em 2009. Motivos vários, ligados sobretudo à opção pelas periferias urbanas, levaram à escolha da região metropolitana de Luanda para a abertura das duas primeiras comunidades da Consolata.

Três missionários jovens – padres Silvestre Oluoch Ogutu, queniano, Fredy Gómez Pérez, colombiano, e Dani Romero Gonzalez, venezuelano, dão os primeiros passos em agosto de 2014 para a criação da paróquia de Santo Agostinho de Kapalanga. Acompanham a comunidade cristã na sua caminhada de fé e de esperança, sobretudo constituem uma presença de consolação. Foram muito bem recebidos. Vivem numa casa alugada como a maior parte das famílias do bairro. A pé ou usando transporte público, percorrem diariamente o imenso bairro de Kapalanga para a assistência religiosa e o conhecimento dos seus fiéis. Aos poucos deram-se a conhecer aos católicos do bairro e prestam uma assistência pastoral às sete capelas existentes no território.

Os missionários contam com a generosidade e colaboração da comunidade cristã local. Tudo quanto se tem realizado, tem-se feito com o esforço de todos: a vedação do terreno da paróquia, a legalização dos terrenos das capelas e até a construção do salão-igreja. O estado da nova paróquia é saudável e a sua maturidade e crescimento é possível porque os fiéis sabem partilhar os seus bens.

Nos finais de 2016, o padre Sylvester desloca-se da paróquia de Kapalanga para Funda para iniciar uma nova paróquia em Funda, na diocese de Caxito. Algumas semanas depois, dois novos missionários da Consolata recém-chegados a Angola são enviados para reforçar a ação missionária. Em poucas semanas mobilizam os catequistas e leigos no intuito de traçar estratégias para o bom funcionamento da nova paróquia.

No dia 8 de abril de 2017, com a presença do bispo de Caxito, António Francisco Jaca, de muitos sacerdotes e religiosas, e autoridades civis, além de grande número de fiéis, foi aberta oficialmente a paróquia de Nossa Senhora da Consolata de Funda. O bispo de Caxito agradeceu aos Missionários da Consolata por aceitarem esta missão e manifestou a sua surpresa pelo que viu feito em tão pouco tempo. Destaque-se a construção da sede provisória da paróquia. Exortou os fiéis e catequistas a trabalharem juntos em comunhão com os missionários.

A paróquia de Funda fica a 60 quilómetros de Luanda, foi desmembrada da paróquia de Santo António de Kifangondo e compreende uma vasta área composta por 20 comunidades cristãs com a respetiva capela. A maioria dos seus habitantes dedica-se à agricultura.
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