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Revelado plano para impedir regresso dos rohingya
Texto F.P. | Foto UN Photo / Paulo Filgueiras | 11/10/2017 | 17:32
Relatório das Nações Unidas documenta ataques coordenados pelas forças de segurança de Myanmar, para impedir o retorno dos elementos da minoria rohingya ao país
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A recolha de testemunhos junto dos deslocados que se refugiaram no Bangladesh, levaram o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos a concluir que as forças de segurança de Myanmar promoveram ataques «bem organizados, coordenados e sistemáticos» para impedir o regresso de membros da minoria rohingya ao país.

No relatório, apresentado esta quarta-feira, 11 de outubro, as forças de segurança são acusadas de destruir «intencionalmente propriedades dos rohingyas» e queimar «casas e aldeias inteiras no norte do estado de Rakine», com o propósito não só de expulsar a população em massa, mas evitar também o retorno das vítimas às suas casas.

Os refugiados relataram ainda vários casos de pessoas «baleadas a curta distância e nas costas, enquanto tentavam fugir em pânico», de «crianças e idosos queimados dentro de suas casas» e de menores violadas, em frente dos familiares.

Segundo o alto comissário para os Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, continuam a existir «indícios de violência» em Myanmar, e há fundadas suspeitas de que as forças de segurança estejam a colocar minas terrestres ao longo da fronteira, na tentativa de evitar que os rohingya regressem.
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