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Ação de vacinação de apoio aos rohingya
Texto J.B. | Foto OMS | 10/10/2017 | 15:37
Risco de surto de cólera desencadeia uma gigantesca ação de vacinação aos muçulmamos rohingya que fogem da perseguição e da violência
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A segunda maior campanha do mundo de vacinação oral contra a cólera inicia esta terça-feira, 10 de outubro, em Cox`s Bazar, no Bangladesh. A ação vai envolver centenas de profissionais de saúde e voluntários. As milhares de doses da vacina OCV são destinadas aos homens, mulheres e crianças refugiados da minoria rohingya, que vivem em campos de refugiados sobrelotados na região.

 

O risco de um surto de cólera em consequência da falta de acesso à água limpa, saneamento e higiene, alertou as agências humanitárias para a necessidade de agir de forma «urgente» perante este cenário. Neste contexto, a ação de vacinação «provavelmente salvará muitas vidas», acredita Roderico Ofrin, diretor regional de emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Sudeste Asiático.

 

Apesar da campanha, o responsável salienta que continua a ser fundamental trabalhar para aumentar os serviços de água e de saneamento. «A imunização em massa fornecerá proteção vital contra a cólera, especialmente nos próximos seis meses, mas não é substituto para água limpa, saneamento adequado e boa higiene», realça Roderico Ofrin.

 

Simultaneamente, as equipas do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) estão a trabalhar com as autoridades do Bangladesh numa tentativa de travar surtos de diarreia em acampamentos onde estão muçulmanos rohingyas que fugiram de Mianmar.

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