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Fátima
Peregrinação Internacional da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre
«É a Igreja que intercede por qualquer pessoa em desvantagem»
Texto J.B. | Foto SNSRF | 14/09/2017 | 17:34
Religiosos que vivem em países como a Ucrânia, Venezuela ou o Níger, estiveram em Fátima a dar conta dos problemas enfrentados pelas populações e expor o trabalho da Igreja para ajudar os que sofrem
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Perante as dificuldades, violência e receios dos ucranianos, Mokrzycki Mieczyslaw, arcebispo de Lviv (Ucrânia), alerta os fiéis para a importância de não ampliarem o mal já existente no país. «Incentivo todas as pessoas, sobretudo todos os cristãos que vivem na Ucrânia, a lutar contra o mal sem o multiplicarem, mas eliminando-o das fronteiras da nossa nação e da nossa própria vida pessoal», demonstrou o arcebispo.

 

Para alcançar a esperança e o alento para a vida, o religioso aponta aos fiéis o caminho da oração. «O nosso futuro está na oração [do terço]», disse o prelado, lembrando que Nossa Senhora de Fátima pediu a recitação diária do rosário «para alcançar a paz no mundo e o fim da guerra». «Temos uma arma poderosa nas nossas mãos, e não devemos abandoná-la ou deixá-la perder-se», realçou o religioso, esta quinta-feira, 14 de setembro, na Basílica da Santíssima Trindade, em Fátima.

 

Ao arcebispo que se encontra na Ucrânia juntaram-se outros religiosos, que atuam em várias partes do mundo para ajudar os que sofrem. Um exemplo disso é John Du, arcebispo de Palo, nas Filipinas, que estava no país na altura em que este foi devastado pelo tufão Haiyan, em novembro de 2013. A catástrofe causou um grande número de mortos e de feridos, destruiu casas e muitas outras estruturas, provocando um cenário que obrigou a grandes esforços de recuperação. 


Das vivências que teve com a população local após a passagem furacão, John Du notou a clara importância que a fé pode assumir num cenário catastrófico. «Uma vida com Deus inspira-nos a continuar a viver as nossas vidas, apesar das dificuldades. Mas uma vida sem Deus pode fazer com que as nossas vidas pareçam miseráveis, apesar do que nós temos», referiu.

 

Num país como o Níger, onde os cristãos são «cerca de um por cento e os muçulmanos são 98 por cento», as religiosas trabalham para ajudar as populações de um Estado que, do ponto de vista económico e social, «está longe de ser um país sem dificuldades». «Nós, religiosas da Irmandade das Servas de Cristo, vindas do Benim, Burkina Faso, Níger, Senegal e Chade, trabalhamos para dar a conhecer a verdadeira face do Senhor, que não é mais que bondade, amor e misericórdia», disse Persévérance Catherine Kingbo, superiora geral da congregação.

 

De Cuba, Rolando Montes de Oca, traçou um cenário com «sérios desafios», de que faz parte «a angústia em que vivem tantos cubanos devido à escassez de recursos básicos». Perante os problemas vividos no país, a Igreja em Cuba «centra-se em consolar, enxugar lágrimas, escutar e partilhar». «É a Igreja que intercede pelos presos e por qualquer pessoa em desvantagem social», realçou o sacerdote.

 

Vindo de um país com um futuro bastante incerto e onde a população sofre atualmente com a falta de comida e de acesso aos serviços de saúde, esteve também na Cova da Iria Raul Biord Castillo, bispo de La Guaira, na Venezuela. Perante a fome, a Igreja venezuelana tem organizado «refeições sociais comunitárias», tem fornecido «suplementos alimentícios» e tem também contribuído para «melhorar a higiene doméstica e o uso de água purificada através de filtros artesanais». «Sabemos que isto não resolve todos os problemas, mas ajuda e, além disso, constitui uma chamada de atenção das autoridades governamentais e a sociedade civil para os problemas de pobreza e subnutrição infantil», disse o prelado.

 

As intervenções destes religiosos, a que se somou a de John Ribat, arcebispo de Port Moresby (Papua-Nova Guiné), assinalaram o Dia de Oração pelos Cristãos Perseguidos. Os seus testemunhos inseriram-se na Peregrinação Internacional da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) ao Santuário de Fátima, que iniciou na última terça-feira, 12 de setembro, e que termina sexta-feira, dia 15.

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