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Traficantes atiram migrantes para a morte
Texto F.P. | Foto Lusa | 11/08/2017 | 10:18
Ao pressentirem a aproximação das autoridades, os contrabandistas forçaram as pessoas que transportavam no barco a atirar-se à água. Alguns corpos foram resgatados outros foram dados como desaparecidos
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A Organização Internacional para as Migrações (OIM) está a acompanhar, com grande preocupação, vários casos de traficantes que têm obrigado os migrantes a atirar-se à água, junto à zona costeira do Iémen, para não serem apanhados pelas autoridades marítimas. A última situação relatada por sobreviventes dá conta que um grupo de 160 pessoas oriundas da Somália e Etiópia foi abandonado no mar, suspeitando-se que grande parte morreu afogada.

Horas depois da tragédia, numa patrulha de rotina na praia de Shabwa, funcionários da OIM encontraram 29 covas rasas, onde terão sido enterrados outros tantos corpos, por migrantes que sobreviveram às ações criminosas dos traficantes. A média de idades das vítimas rondava os 16 anos.

Segundo o chefe da missão da OIM no Iémen, Laurent de Boeck, os sobreviventes contaram que o contrabandista os empurrou ao mar quando viu possíveis autoridades perto da costa e regressou de imediato à Somália para recolher mais migrantes. «É uma ação chocante e desumana», desabafou o responsável.

A agência das Nações Unidas estima que este ano cerca de 55 mil migrantes deixaram a região do Corno de África em direção ao Iémen, numa tentativa de encontrarem melhores condições de vida nos países do Golfo. A maioria têm menos de 18 anos.
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