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Amnistia denuncia abusos contra refugiados e migrantes
Texto F.P. | Foto Lusa | 06/08/2017 | 07:03
Organização de defesa dos direitos humanos recolheu dezenas de testemunhos de pessoas que saíram da Líbia para entrar na Europa. Os relatos revelam um «chocante leque de abusos»
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A Amnistia Internacional (AI) está a promover uma petição pública, para pedir a mudança urgente das políticas de asilo, depois de ter entrevistado dezenas de refugiados e migrantes nos centros de acolhimento italianos, e ter recolhido «relatos horríveis de violência sexual, mortes, tortura e perseguição religiosa».

Os técnicos da AI ouviram mais de 90 refugiados e migrantes em centros na Sicília e na Apúlia, que fizeram a viagem através do mar Mediterrâneo a partir da Líbia para o sul de Itália nos meses recentes, e depararam-se com a prática de «uma multiplicidade de abusos por contrabandistas, traficantes de pessoas, grupos de crime organizado e grupos armados».

«Desde serem raptados, encarcerados em subterrâneos ao longo de meses e alvo de abusos sexuais por membros de grupos armados, a serem espancados, explorados ou alvejados por contrabandistas, traficantes ou grupos criminosos, os refugiados e migrantes descreveram em pormenores angustiantes os horrores que foram forçados a viver na Líbia», conta a vice-diretora interina da organização para o Médio Oriente e Norte de África, Magdalena Mughrabi.

Para a ativista, ninguém deveria estar sujeito a este tipo de provações, quando está à procura de proteção. «A comunidade internacional deveria estar a fazer todos os esforços para garantir que os refugiados não têm de fugir para a Líbia, para começar. A União Europeia, e todos os governos no mundo inteiro, têm de aumentar significativamente o número de vagas de reinstalação e vistos humanitários para os refugiados vulneráveis que enfrentam dificuldades tão graves e têm poucas perspetivas nos países vizinhos para os quais começaram por fugir», alerta.

Neste sentido, a AI está a promover um petição pública, onde exorta os líderes políticos a mudarem as políticas de asilo nos seus países e, em particular, os governos europeus a garantirem que os refugiados encontram um destino seguro na Europa, incluindo Portugal, através dos mecanismos de reinstalação e outros que permitam a admissão legal e segura nos seus territórios de quem foge de conflitos e perseguição.
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